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As corretoras promoveram inúmeras alterações em suas carteiras nesta semana. A ação da Cielo se destacou, com inclusão nas carteiras do Bradesco e do BB Investimentos. O papel oferece resiliência, apesar do espaço limitado para valorização, justifica relatório do Bradesco BBI. Entre os pontos positivos para o ativo está a perspectiva de que não haverá cortes em taxas de juros neste ano, que pressionariam o segmento pré-pago, diz ainda o documento.

A equipe de análise do Banco do Brasil também cita a resiliência do modelo de negócios da Cielo como um ponto a favor do ativo, diante do cenário de incertezas. "Acreditamos que a fase de elevação do custo operacional motivada pelos grandes investimentos realizados já ficou para trás. Com isso, a empresa deve começar a entregar uma melhor eficiência operacional", diz Rafael Reis, analista do BB Investimentos. Ele acrescenta que a ação está sendo negociada com um múltiplo preço/lucro com desconto, na comparação com a média dos últimos dois anos.

O BB, que elabora sua carteira mensalmente, mudou quase todo o portfólio. Permane da lista anterior apenas Raia Drogasil. As ações de Suzano, Fibria, Equatorial e Itaú Unibanco deram lugar a Localiza, Estácio e Vale, além da Cielo. A respeito de Localiza, Reis diz apostar na continuidade do crescimento do segmento de venda de veículos seminovos. Além disso, o de terceirização de frotas também deverá apresentar bons números, diz. Sobre Estácio, lembrou que a companhia está passando por um processo de fusão e aquisição, sendo alvo de disputa entre Kroton e Ser Educacional, e afirma que, independentemente de com qual empresa fechará negócio, será beneficiada.

Quanto à Vale, Reis diz que a indicação se deve ao fato de o preço do minério de ferro ter se mantido estável no período recente, aos esforços da empresa para cortar custos e a expectativas quanto ao plano de desinvestimento, sobre o qual é possível que o mercado tenha notícias em breve.

Voltando à carteira do Bradesco, além da Cielo, entrou no portfólio M.Dias Branco, por contar com uma vantagem competitiva: os custos do trigo para a empresa são de 20% a 25% inferiores em relação aos de seus principais concorrentes, devido à sua estrutura de produção verticalmente integrada e ao acesso a incentivos fiscais. "Como resultado, a empresa pode vender produtos a preços mais competitivos, obtendo ganhos contínuos de participação de mercado", cita o relatório do banco.

A Hypermarcas tem presença em três carteiras, entre elas a da Quantitas, que indicou o papel nesta semana. O analista da corretora, Wagner Salaverry, diz ter enxergado oportunidade na ação, que acumula queda de quase 20% nos últimos 30 dias.
A empresa também está nos portfólios do Banco Fator e do Bradesco BBI. A equipe de análise do Fator aposta que as margens operacionais seguirão positivas, após as vendas das divisões de cosméticos e de preservativos. Outro motivo que pode impulsionar o papel é o envolvimento da Hypermarcas em novas operações de M&A (fusão e aquisição).

Nesta semana, o Fator substituiu Itausa e Cetip por Bradesco e Via Varejo. Sobre a varejista, os analistas pontuam que alguns dos seus principais concorrentes estão em recuperação judicial ou enfrentam dificuldades financeiras, o que pode levar a empresa ganhar participação de mercado. Além disso, caso a confiança do consumidor se recupere e a trajetória dos juros seja de queda, é uma das empresas com maior potencial de valorização no mercado acionário, na opinião dos analistas do Fator.

A Coinvalores promoveu três alterações em sua carteira. Suzano, Valid e Weg deram lugar a Triunfo, Ambev e AES Tietê. Os analistas da corretora iniciaram a cobertura de Triunfo na semana passada e viram no ativo uma forma de acompanhar a melhora do ambiente para as empresas ligadas à infraestrutura. "Os múltiplos do papel estão mais descontados que os dos principais participantes do setor", explicou o analista Felipe Silveira.

Já a Ambev entrou no portfólio da Coinvalores por ser um papel que apresenta resiliência diante do cenário interno difícil. Quanto a AES Tietê, a empresa deve apresentar resultados mais rentáveis ao longo deste ano, com a menor necessidade de compra de energia, entre outros fatores. O papel é top pick da corretora do segmento de geração de energia.

Fonte: AE Broadcast

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